Uma plataforma completa de teoria musical interativa. Do som às notas, dos acordes à reharmonização — com diagramas, áudio e ferramentas visuais.
O menu está organizado em 4 grupos: Teoria & Fundamentos para aprender, Ferramentas para explorar, Prática para treinar, e Sobre para conhecer o projeto.
Iniciante? Comece pela aba Teoria Musical — ela explica tudo desde as notas até reharmonização, com exemplos e tabelas.
Já toca? Vá direto ao Campo Harmônico ou ao Visualizador para explorar escalas no seu instrumento.
O menu fica fixo no topo enquanto você rola a página. Assim você nunca perde o fio da meada e pode alternar rapidamente entre teoria e prática.
Teoria musical interativa — do som às notas, dos acordes à reharmonização. Escolha por onde começar:
Som é vibração. Quando uma corda de violão vibra, ela move o ar ao redor criando ondas de pressão que chegam aos seus ouvidos. A frequência dessa vibração — quantas vezes ela oscila por segundo (Hz) — determina a altura do som: grave ou agudo.
A música ocidental divide o espaço sonoro em 12 notas igualmente espaçadas dentro de uma oitava. Cada nota dobra a frequência ao subir uma oitava:
Um intervalo é a distância entre duas notas, medida em semitons. O semitom é o menor intervalo da música ocidental — a distância entre qualquer nota e a nota imediatamente adjacente.
| Semitons | Nome | Abreviação | Exemplo (de C) | Caráter |
|---|---|---|---|---|
| 0 | Uníssono | 1P | C → C | Repouso absoluto |
| 1 | 2ª menor | 2m | C → C♯ | Tensão máxima, dissonância |
| 2 | 2ª maior | 2M | C → D | Movimento suave, melódico |
| 3 | 3ª menor | 3m | C → E♭ | Tristeza, introspecção |
| 4 | 3ª maior | 3M | C → E | Alegria, luminosidade |
| 5 | 4ª justa | 4J | C → F | Estabilidade, movimento |
| 6 | 4ª aumentada / 5ª dim. | 4A/5d | C → F♯ | Tritono — máxima tensão |
| 7 | 5ª justa | 5J | C → G | Estabilidade, poder |
| 8 | 6ª menor | 6m | C → A♭ | Melancolia suave |
| 9 | 6ª maior | 6M | C → A | Brilho, nostalgia |
| 10 | 7ª menor | 7m | C → B♭ | Tensão dominante, blues |
| 11 | 7ª maior | 7M | C → B | Sofisticação, jazz |
| 12 | Oitava | 8J | C → C' | Repouso, identidade |
Uma escala é uma seleção ordenada de notas dentro de uma oitava, escolhida de acordo com uma fórmula de intervalos. Essa fórmula determina o caráter sonoro da escala.
Toda escala tem uma tônica — a nota de repouso que dá nome à escala. As outras notas se organizam em relação a ela por graus (1ª, 2ª, 3ª…). Use a aba Escalas para visualizar qualquer escala no teclado e no braço do instrumento.
Um acorde é a combinação simultânea de três ou mais notas. A maneira mais fundamental de construir acordes é empilhando terças a partir de uma nota raiz.
No sistema tonal, cada acorde do campo harmônico exerce uma função — um papel dentro da narrativa harmônica. Existem três funções principais:
O campo harmônico é o conjunto de acordes gerados a partir de cada grau de uma escala, usando apenas as notas da própria escala. Em Dó maior:
Os modos gregos nascem da escala maior: ao iniciar a mesma sequência de notas a partir de graus diferentes, obtemos 7 escalas com caracteres distintos.
Explore os modos interativamente na aba Modos Gregos e visualize qualquer modo no teclado e no braço na aba Visualizador.
Após a 7ª, podemos continuar empilhando terças para adicionar cor e sofisticação aos acordes. Essas notas extras são chamadas de tensões ou extensões.
A regra prática: tensões disponíveis são as notas da escala correspondente ao modo do acorde que ficam a pelo menos um tom de distância das notas do acorde. Tensões indisponíveis formam semitons com a 3ª ou 7ª e devem ser evitadas (ou usadas com intenção).
Reharmonizar é substituir um acorde original por outro que cumpre função harmônica similar mas adiciona cor, surpresa ou sofisticação. É uma das ferramentas mais poderosas do arranjador e do improvisador.
Sou músico, educador e desenvolvedor apaixonado pela interseção entre teoria musical e tecnologia. Natural de Minas Gerais, dirijo a escola de música Mixomodos em Monte Sião, onde ensino violão, harmonia e teoria para alunos de todos os níveis.
Minha relação com a música é profunda e plural — transito com fluência pelo violão, harmonia tonal e funcional, géneros brasileiros como Bossa Nova, MPB, Choro e Baião, e práticas pedagógicas inspiradas em Suzuki, Kodály e Dalcroze. Acredito que a teoria musical deve ser vivida, não apenas memorizada.
O MixoModus nasceu dessa convicção: uma plataforma educacional interativa que coloca visualização, audição e prática no mesmo espaço. Cada ferramenta aqui foi pensada a partir de necessidades reais da sala de aula — do campo harmônico ao metrônomo, dos dedilhados ao braço do baixo.
Paralelamente à música, atuo também nos mercados financeiros brasileiros, operando minicontratos WIN/WDO na B3 com análise técnica — outro universo de padrões, ritmo e disciplina que dialoga surpreendentemente bem com a música.
A teoria musical deve ser acessível a todos.
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